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É como se o mundo todo fosse uma grande biblioteca. 9 09UTC janeiro 09UTC 2010

Posted by luisbenini in Books, Quickies.
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“Aos meus amigos”, lia-se logo nas suas primeiras páginas. Mais algumas folheadas e você começava a conhecê-lo melhor. Suas palavras eram envolventes e logo você se deixava levar pelo seu encanto. Uma outra dimensão ia surgindo. Os subúrbios da antiga capital, os campos de concentração nazista, a ruas parisienses na Era dos monarcas ou até um asteróide tão pequeno que mal se via pelo telescópio. Outra folheada seguida de mais outra. “O que será que vai acontecer agora?”. Começava um outro capítulo. “Ah eu sabia!”. Mais uma página e a estória se encaminhava para o seu fim. O mocinho finalmente encontra a mocinha, o assassinato é solucionado ou personagem principal morre te levando às lágrimas nas últimas páginas. A estória chegara ao fim, mas aquele livro certamente deixou algo em você, só que agora era a hora de se despedir. Era difícil ter que deixá-lo partir, mas aquele livro já tinha sua carta de alforria. Não pertencia a você, ao seu antigo dono, ao autor ou aos seus amigos como dissera antes. Ele era livre, não era de ninguém. Assim como você o encontrara, aparentemente perdido, você o deixa naquela praça movimentada para que ele possa viajar pelas mãos dos seus próximos leitores e para que esses possam viajar no seu mundo.

“We’re teenagers (we don’t know anything)” 15 15UTC novembro 15UTC 2009

Posted by ihateinvitations in Movies, My life in lists, Random shit.
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Com o final do ano se aproximando e um ano novo prestes a começar, percebemos o quanto estamos ficando velhos. Isso nos levou a uma viagem ao passado, e aos filmes que marcaram nossas vidas, principalmente nossa adolescência. Foi aí que surgiu a ideia de listar alguns dos filmes mais expressivos de várias gerações adolescentes além da nossa (vale lembrar que como não somos tão velhos assim, a lista começa pela década de 70, e conta com dois filmes dos anos 2000).

 

Grease – Nos Tempos da Brilhantina, 1978 (Grease)

O filme na verdade conta a história de jovens da década de 50, mas foi lançado em 1978, então entra na nossa lista como filme adolescente da década de 70. Além de entrar para a história como integrante da lista dos 25 melhores musicais, Grease marcou uma geração com suas músicas sobre problemas típicos da adolescência, e temas com os quais jovens podem facilmente se relacionar. O filme trata de vários assuntos recorrentes da juventude, como primeiros amores, romances de verão, e até mesmo gravidez. Algumas músicas são daquele tipo que ficam na cabeça por uma semana mesmo que você não goste, mas o filme não deixa de ser divertido.

O Clube dos Cinco, 1985 (The Breakfast Club)

Clássico não só no mundo adolescente, como também no universo do cinema, O Clube dos Cinco foi um dos primeiros filmes a tratar do rompimento do status quo, da quebra de tabus. É graças a ele que hoje podemos chamar de clichê um romance entre a garota mais desejada e o valentão solitário da escola, ou entre o atleta popular e a menina tímida e desconhecida. Inovador e inteligente, o filme mistura romance, comédia e drama numa história sincera e cativante com a qual muitos podem se relacionar e se emocionar. O que faz desse filme um verdadeiro clássico é o fato de retratar uma realidade que prevalece, em essência, até os dias de hoje mesmo depois de tantos anos, e também o fato de que consegue transmitir uma mensagem de esperança para qualquer pessoa, não só para jovens.

10 Coisas Que Eu Odeio em Você, 1999 (10 Things I Hate About You)

Quem não se apaixonou por Heath Ledger depois de ver esse filme? É claro que ele não é a única razão do filme ser tão marcante para a época, mas ajuda bastante. A base do enredo é a ideia de que “os opostos se atraem”, e isso o filme consegue transmitir muito bem. 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você assemelha-se um pouco a O Clube dos Cinco por mostrar a história de alguns jovens de grupos diferentes em uma escola que interagem e acabam formando laços afetivos. A história enfatiza, entretanto, o relacionamento entre as personagens Patrick (Heath Ledger) e Kat (Julia Stiles). Um romance que parece improvável acaba se mostrando inevitável, e no decorrer da história você se encontra cantando “Can’t Take My Eyes Off You” junto a Patrick para conquistar Kat, a feminista durona que no fundo só quer ser amada. Não entraremos no mérito de citar os defeitos do filme, como os estereótipos gritantes que nos são apresentados, mas vale lembrar que o filme não é nenhuma obra de arte. Como clássico adolescente, entretanto, é um ótimo exemplo por retratar de forma interessante as diferentes visões de mundo e valores que jovens podem ter.

Teenagers – As Apimentadas, 2000 (Bring It On)

“I said…Brrr! It’s cold in here! There must be some Toros in the atmosphere!”

Atire a primeira pedra quem nunca cantou essa música e tentou imitar a coreografia. Tudo bem, a parte da coreografia pode não ser universal, mas a música é quase tão clássica quanto o próprio filme. Se hoje é comum ligar a televisão e ver um filme sobre líderes de torcida, temos que agradecer (ou culpar…) As Apimentadas. É claro que o filme está longe de ser um clássico do cinema, mas como filme adolescente é sem dúvida um dos mais marcantes dessa geração. Clichês e previsibilidade à parte, o filme tem partes bastante engraçadas e é divertido. Sem contar que as músicas de torcida são contagiantes e legais de cantar quando você está triste e precisa de inspiração. Não que eu já tenho feito isso,  é claro.

Superbad – É Hoje, 2007 (Superbad)

Esse é um dos filmes que melhor retrata essa fase tão intensa da vida, a adolescência. Mesmo com aquele senso de humor tipicamente norte americano que já estamos cansados de ver, Superbad é um filme que nos faz rir de verdade. Há quem considere as piadas um pouco machistas, mas talvez seja esse o objetivo do filme: mostrar a adolescência do ponto de vista de garotos. Quando o assunto é filme teen, é comum encontrar milhares de filmes de romance voltados para o público feminino. Superbad, entretanto, tem essa característica de ser um filme que agrada ambos os públicos com seus diálogos e piadas inteligentes. Seth é um dos personagens mais engraçados que eu já vi, e Jonah Hill fez um ótimo trabalho representando o geek louco por sexo. Michael Cera, como sempre, consegue interpretar como ninguém um garoto tímido, desajeitado e fofo. E não podemos nos esquecer de mencionar o louvável McLovin, interpretado por Christopher Mintz-Plasse, que com certeza fez muita gente rir horrores. O filme traz cenas que representam com precisão a vida adolescente, como diálogos sobre pornografia e sexo, amores não correspondidos e, inevitavelmente, momentos de incerteza.

“Time, where did you go?” 31 31UTC outubro 31UTC 2009

Posted by luisbenini in Me, myself and my thoughts.
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Para ler ouvindo:

 

Aos 10 anos ele pensava “onde estarei daqui a 20 anos”, ou “como as coisas vão ser quando eu crescer?”.  Tudo poderia ser, seu futuro era prazerosamente incerto. Suas fantasias e expectativas não tinham limite.

Ele poderia ser o que quisesse, engenheiro, astronauta ou até malabarista. Não sabia se iria morar numa mansão, se casaria aos 30 ou quantos filhos teria.

Nem sequer olhava para o seu breve passado, porque sabia que tinha um futuro muito maior ainda por vir.

Essas expectativas é que faziam esses momentos serem tão bons. Era a incerteza do que estava por vir que dava tanta beleza a sua vida.

Aos 20, ele já sabia de muita coisa, ou pelo menos achava que sabia. Queria abraçar o mundo, queria ser livre.

Cursava uma faculdade e até já tinha um emprego. Começava a construir uma carreira e uma vida independente de seus pais. Mas sua vida já não era tão imprevisível assim, já não podia ser mais um jogador de futebol ou ter superpoderes como sonhara quando pequeno.

Suas expectativas ainda eram grandes, seus sonhos maiores ainda, mas sua imaginação já não era a mesma. Descobrira que o mundo não era feito de fantasias como nos desenhos animados.

Ainda se dava ao luxo de ter algumas dúvidas ou incertezas, afinal elas ainda eram naturais para aquela idade.

Eram dúvidas que se transformavam em medo, medo de não saber como se comportar, o que fazer ou o que falar. Ninguém o tinha preparado para isso, e de repente o mundo já não olhava mais para ele como uma criança. Era como se tudo tivesse virado de cabeça para baixo enquanto ele olhava para o lado. 

Aí vinham as responsabilidades: sair da casa dos seus pais, arrumar um bom emprego, casar, ter filhos… E aí então vinha o pânico, porque era nessa hora que ele via que estava envelhecendo.

Agora olhava para o passado com uma certa saudade de quando a vida era mais fácil.

De repente ele já tinha trinta anos. O que exatamente acontecera com aquela época em que ele pensou que poderia ser eternamente jovem?

Agora as dúvidas já não eram mais aceitas e se tornavam cada vez mais perigosas. A possibilidade de ser o que quisesse ou de estar onde queria ficava cada vez mais remota. As obrigações e deveres que ele tinha para cumprir decidiam por ele o que ele deveria ser, como se comportar e onde deveria estar.

Ainda tinha sonhos, mas não podia fantasiar nenhum deles. Sonhava em encontrar alguém para a vida inteira, em ser um empresário de sucesso, em viajar, e em construir uma família. Mas agora ele precisava correr contra o tempo, e o tempo parecia cada vez mais escorregar por suas mãos.

Quando completara 40 anos já não adiantava negar, já não era mais jovem. As marcas no seu rosto já não deixavam mais margem para dúvidas.

Agora já não adiantava muito especular sobre o futuro. Suas decisões eram cada vez mais limitadas. Poderia até traçar uma linha de como seria suas vida nos próximos anos e ter uma boa porcentagem de acertos. O dia de amanhã era sempre bem calculado e planejado.

Gastava mais tempo relembrando aqueles quarenta anos que se passaram do que tentando vislumbrar os próximos quarenta.

Mas se já não sonhava tanto, agora tinha quem sonhasse por ele. Se descobrira que não podia mais ter super-poderes, agora tinha quem o achasse um verdadeiro herói. Aquelas fantasias que ele tinha quando criança não foram totalmente perdidas, agora já tinha filhos e uma família que precisava de seus poderes para se proteger.

Com eles ele aprendera novos valores, aprendera a compartilhar e a pensar mais nos outros do que em si mesmo. Não que ele fosse egoísta, mas a juventude o impedia de ver muita coisa além de si próprio. Sua felicidade agora dependia da felicidade dos outros.

O tempo passou e ele já tinha 5 décadas de vida. Olhava para tudo com outros olhos. O que costumava ser importante antes já não tem o menor valor hoje.

Colhera tudo aquilo que plantara em sua juventude, tanto bom quanto ruim. Apesar de muito mais velho, não temia mais o tempo como antes. Sabia que não podia mais parar o trem nem queria voltar tudo e recomeçar do zero. Tinha feito seu caminho e aprendera a conviver com o peso de suas escolhas.

Sentia um gratificante sentimento de dever cumprido quando via seus filhos já crescidos. Olhava para eles com um imenso sentimento de orgulho, sabendo que ele fazia parte do que eles se tornaram.

Agora era a hora deles quererem voar e ser livres, e apesar de ser doloroso vê-los partir, só o que ele queria é que eles fossem conhecer tudo o que o mundo tem a oferecer, que se permitissem viver sem medo, e que acima de tudo fizessem a sua felicidade independentemente de tudo. E que soubessem que quando eles decidissem voltar para casa ele estaria lá esperando por eles.

Are you scared? 18 18UTC outubro 18UTC 2009

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Aproveitando que estamos no mês do Halloween, aqui vão algumas sugestões de filmes de terror.

Desculpa, achei que era comédia (unintentionally funny horror movies)

A Morte do Demônio (The Evil Dead), 1981

Para não fugir do padrão de filmes de terror, The Evil Dead conta a história de um grupo de jovens que vai passar férias em uma cabana numa floresta, ou algo do tipo (em filmes de terror a gente nunca entende porque as pessoas acham que visitar cabanas sombrias no meio do nada é um programa legal pra se fazer). Lá eles descobrem um livro misterioso e suspeito, o “Livro dos Mortos”. Claro que em qualquer situação normal, ninguém que vê um livro com esse nome pensa “Legal, não deve ter problema nenhum ler, porque o nome desse livro não é nada alarmante”, mas como isso aqui é um filme de terror, é óbvio que alguém achou que fazer isso era uma boa ideia. Bom, até aí tudo bem. O problema começa depois que o grupo encontra e ouve uma gravação sobre o conteúdo do livro (um arqueólogo que traduziu o livro e gravou em fita cassete), e uma das jovens é estuprada por uma árvore. Wait, what? Sim. Como se já não bastasse o medo que a gente tem de ser estuprada na cidade grande, agora a gente tem que se preocupar com as árvores da floresta. É gente, não tá fácil pra ninguém não. Enfim. O resto do filme é bem confuso; muitos mortos-vivos aparecem e somem, e não dá para saber ao certo quem do grupo inicial já morreu. Mas o que deixa o filme realmente engraçado são os erros de continuidade. Por exemplo, o corte de cabelo de um dos personagens muda constantemente durante o filme, inclusive em uma mesma cena. Além desses erros, a atuação dos atores também é muito engraçada. As expressões faciais exageradas e os diálogos forçados são hilários.

O filme não é ruim, mas para um integrante do gênero de terror, deixa muito a desejar. Lógico que se você é fã de filmes trash, assistir a The Evil Dead é quase uma obrigação.

O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes), 1971

Apesar de ser considerado um clássico do gênero de terror e de ter sido inspiração para filmes como Jogos Mortais, O Abominável Dr Phibes é o tipo de filme que não conseguimos levar a sério. Até hoje me pergunto se esse filme é realmente unintentionally funny, ou foi feito assim de propósito. A história é sobre um médico que decide vingar a morte de sua esposa, e para isso assassina as pessoas envolvidas na morte dela. Alguns métodos que ele utiliza para alcançar seu objetivo não fazem muito sentido, e isso deixa o filme bem engraçado (“Por que ele está soltando morcegos no quarto daquele senhor? Como assim? Isso nunca ia acontecer na vida real!”). Há também muitas cenas aleatórias, como quando o Dr Phibes olha pra câmera depois de finalizar uma parte do seu plano. Não posso deixar de citar também a fiel ajudante do vilão, uma jovem chamada Vulnavia Regina (não é brincadeira, o nome dela é esse mesmo), que troca de roupa o tempo todo (acontece até dela aparecer em uma mesma cena com duas roupas diferentes). Porém, mesmo com todas essas peculiaridades, o filme não deixa de ser muito interessante. O enredo é bem elaborado e o final é genial. Vale à pena assistir.

Sangue, sangue e mais sangue (it’s a bloodbath!)

Abismo do Medo (The Descent), 2005

O ambiente onde o filme se passa já é bem desconfortável: (mais…)

Top 5 Melhores e Piores Covers 11 11UTC outubro 11UTC 2009

Posted by luisbenini in Music, My life in lists.
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Top 5 Covers

Top 5 Melhores Covers:

5- Adele – Last Night (The Strokes)

4 – Amy Winehouse – Valerie (The Zutons)

3 – Lily Allen – Naive (The Kooks)

2 – The Killers Romeo & Juliet (Dire Straits)

1 – John Mayer – Free Fallin’ (Tom Petty)

Top 5 Piores Covers: (mais…)